O mercado financeiro encerrou esta terça-feira com um viés majoritariamente positivo, em um dia marcado pela continuidade dos fluxos estrangeiros, balanços corporativos acima das expectativas e a aproximação de indicadores econômicos relevantes nos Estados Unidos.
No Brasil, o Ibovespa engatou a sétima alta consecutiva e renovou sua máxima no ano, refletindo o bom humor com os setores bancário e elétrico.
Já o dólar seguiu em queda, beneficiado por um cenário de juros atrativos e enfraquecimento da moeda americana no exterior.
Nos Estados Unidos, as bolsas encerraram o dia em alta moderada, com investidores reagindo positivamente a resultados corporativos e monitorando de perto os dados de inflação e emprego que podem balizar os próximos movimentos do Federal Reserve.
Ibovespa: Sétima alta seguida e novo recorde em 2025
O Ibovespa avançou 0,06%, fechando aos 135.092,99 pontos, marcando sua sétima sessão consecutiva de valorização e atingindo o maior patamar do ano até o momento.
O índice oscilou entre 134.898,67 e 136.149,74 pontos durante o pregão, com um volume financeiro de R$23,1 bilhões.
O desempenho positivo foi sustentado por ações dos setores bancário e de energia elétrica, com destaque para Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e Copel (CPLE6).
Por outro lado, empresas exportadoras, como Vale (VALE3) e Suzano (SUZB3), recuaram, pressionadas pela valorização do real.
Dólar: Oitava queda consecutiva
O dólar comercial fechou em baixa de 0,39%, cotado a R$ 5,6323, acumulando sua oitava sessão consecutiva de desvalorização frente ao real.
A moeda americana foi influenciada por um movimento global de enfraquecimento, com o índice DXY recuando 0,54%, para 98,929 pontos.
A busca por moedas de mercados emergentes, como o real, foi estimulada pela perspectiva de manutenção do diferencial de juros favorável ao Brasil.
Wall Street: Alta impulsionada por balanços corporativos
As bolsas americanas encerraram o dia em alta, estimulados por resultados corporativos acima do esperado:
- S&P 500: +0,6%, aos 5.560,83 pontos
- Dow Jones: +0,7%, aos 40.527,62 pontos
- Nasdaq: +0,5%, aos 17.461,32 pontos
O mercado foi impulsionado por lucros robustos de empresas como Honeywell e Sherwin-Williams, que superaram as expectativas e elevaram suas projeções.
No entanto, preocupações persistem quanto às políticas comerciais dos EUA e à possibilidade de uma recessão, especialmente após a queda do índice de confiança do consumidor para o menor nível desde 2020.
Commodities: Petróleo e ouro em queda
- Petróleo Brent: queda de 2,55%, fechando a US$ 63,14 por barril
- Ouro: queda de 1,49%, cotado a US$ 3.347,70 por onça-troy
O petróleo recuou diante de sinais mistos sobre a demanda global e possíveis aumentos na produção pela OPEP+. Já o ouro caiu em meio ao alívio nas tensões comerciais globais, reduzindo a busca por ativos de proteção.
Fechamento de mercado | 29-04 | Perspectivas
O mercado segue atento à divulgação de dados econômicos nos próximos dias, como o índice de inflação PCE e o relatório de emprego (payroll) nos EUA, que podem influenciar as expectativas quanto à política monetária do Federal Reserve.
No Brasil, os investidores aguardam os resultados trimestrais dos grandes bancos, que começam a ser divulgados nesta quarta-feira.
A continuidade do fluxo estrangeiro e a expectativa de manutenção dos juros em patamares elevados sustentam o otimismo no mercado brasileiro, apesar das incertezas no cenário internacional.