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Fechamento de Mercado Hoje: 16 de maio de 2025

O Ibovespa encerrou a sexta-feira em leve queda, em uma sessão de menor volatilidade e volume elevado, refletindo o otimismo renovado com ativos de risco no exterior e maior apetite por ações ligadas à exportação e consumo doméstico.

A sinalização de reaproximação entre as duas maiores economias do mundo e a percepção de valorização de emergentes favoreceram a continuidade do fluxo estrangeiro.

Com o desempenho de hoje, o índice acumulou valorização de 1,96% na semana, com destaque para a movimentação corporativa no setor de proteínas e a reprecificação de expectativas sobre ativos brasileiros.

No exterior, o Nasdaq, S&P 500 e o Dow Jones encerraram a semana com altas de 7,2%, 5,3% e 3,4%, respectivamente, os melhores desempenhos em mais de dois meses.

Ibovespa recua 0,11%, mas fecha semana com alta acumulada de 1,96%

O Ibovespa caiu 0,11%, aos 139.187,39 pontos, com volume financeiro de R$ 29,2 bilhões, bem acima da média móvel dos últimos 50 pregões, de R$ 18,1 bilhões.

A sessão foi marcada por movimentos setoriais pontuais, com destaque para a disparada das ações da Marfrig (MRFG3), que subiram 21,35%, após o anúncio de proposta de incorporação da BRF (BRFS3), que por sua vez subiu 0,78%.

A operação foi considerada positiva por analistas, com viés mais favorável à Marfrig no curto prazo, segundo BTG e XP.

As ações da Petz (PETZ3) avançaram 7,18%, enquanto CVC (CVCB3) subiu 5,86%.

Do lado oposto, o Banco do Brasil (BBAS3) teve a pior performance do dia, com queda de 12,69%, após divulgar lucro líquido ajustado de R$ 7,37 bilhões no 1T25, número 20% abaixo do consenso da LSEG.

O resultado interrompeu uma sequência de 16 trimestres de crescimento e veio acompanhado de corte nas projeções para o ano.

Outras quedas relevantes no índice incluíram Yduqs (YDUQ3), com recuo de 3,63%, e Azul PN (AZUL4), que caiu 2,63%.

Na curva de juros, os vértices de curto e médio prazo recuaram até 14 pontos-base, enquanto a ponta longa subiu 1 ponto-base, refletindo ajustes técnicos e percepção mista quanto ao cenário fiscal.

Wall Street fecha em alta, com impulso renovado por trégua comercial

Em Nova York, os principais índices subiram de forma consistente, sustentados por otimismo em torno do alívio tarifário entre EUA e China e por novos contratos envolvendo inteligência artificial no Oriente Médio. O dia marcou a terceira alta semanal consecutiva para as bolsas americanas.

  • Dow Jones: +0,8% (+331,99 pts), aos 42.654,74 pontos
  • S&P 500: +0,7% (+41,45 pts), aos 5.958,38 pontos
  • Nasdaq: +0,5% (+98,78 pts), aos 19.211,10 pontos

Na semana, os ganhos foram expressivos: Nasdaq subiu 7,2%, S&P 500 avançou 5,3% e Dow Jones teve alta de 3,4%.

Entre os destaques, Nvidia (+4,1%), AMD (+4,7%) e Super Micro Computer (+5%) avançaram com força, impulsionadas por acordos com a Humain, da Arábia Saudita. Palantir também subiu 1,6%, ampliando sua valorização recente.

O índice de biotecnologia NYSE Arca ganhou 2,5%, enquanto o setor de saúde teve alta de 1,9%. A maioria dos setores encerrou o dia em terreno positivo.

Commodities: petróleo avança e minério recua com cautela sobre demanda

Os contratos futuros do petróleo Brent subiram 1,36%, cotados a US$ 65,41 por barril, com suporte da trégua comercial e expectativa de continuidade no diálogo entre EUA e China. No entanto, os ganhos foram limitados por temores sobre aumento da oferta por parte do Irã e da Opep+.

Já o minério de ferro recuou 0,29% em Dalian, diante de sinais de enfraquecimento da demanda no curto prazo, apesar do alívio tarifário manter os preços no caminho de alta semanal.

Câmbio e juros: dólar recua com fluxo e exterior, mas DXY avança

O dólar futuro caiu 0,3%, encerrando cotado a R$ 5,686. Na semana, acumulou leve alta de 0,2%. O movimento refletiu o fluxo favorável aos mercados emergentes, embora o ambiente fiscal brasileiro tenha gerado alguma cautela local.

No exterior, o índice DXY subiu 0,29%, aos 101,10 pontos, em meio à alta dos Treasuries e declarações de Donald Trump sugerindo apoio a uma política cambial mais flexível.

O rendimento da T-note de 10 anos subiu a 4,533%, enquanto o T-Bond de 30 anos avançou a 4,967%, em meio à avaliação de que déficits crescentes nos EUA manterão pressão sobre os juros de longo prazo.

Fechamento de Mercado | 16-05 | Fluxo externo e fusões sustentam Ibovespa, BB pesa

O pregão desta sexta-feira foi marcado por movimentos corporativos relevantes, como a proposta de incorporação da BRF pela Marfrig, e pela forte reação negativa ao resultado do Banco do Brasil.

Com a pauta econômica esvaziada, a atenção se volta agora para a evolução do cenário fiscal e os próximos desdobramentos na agenda de política monetária dos EUA.

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