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Fechamento de Mercado Hoje: 15 de maio de 2025

O Ibovespa encerrou o pregão desta quinta-feira em alta, acompanhando o movimento de alívio nos juros globais após uma bateria de dados mais fracos nos Estados Unidos e no Brasil. 

Indicadores abaixo do esperado reforçaram a leitura de desaceleração econômica e abriram espaço para apostas em cortes de juros ainda em 2025, tanto por parte do Federal Reserve quanto do Banco Central brasileiro.

Na reta final, o índice ganhou força com o recuo das Treasuries e o tom mais moderado adotado pelo ministro da Fazenda ao comentar as especulações sobre novos programas sociais.

Ibovespa sobe 0,66% com apoio de juros, dólar e alívio fiscal

O Ibovespa avançou 0,66%, aos 139.334,38 pontos, com volume financeiro de R$ 25,1 bilhões. 

O índice chegou a oscilar ao longo da sessão, mas se firmou no campo positivo com apoio de Itaú, Vale e Sabesp, que figuraram entre os principais vetores positivos do índice.

Dados de vendas no varejo brasileiro em março cresceram 0,8% na base mensal, levemente abaixo do consenso, e contribuíram para o recuo da parte longa da curva de juros, junto à percepção de um leilão mais enxuto de títulos públicos pelo Tesouro.

Entre as maiores altas, destaque para YDUQ3 (+6,82%), BRFS3 (+4,78%) e VIVA3 (+4,68%). Do lado oposto, as maiores quedas foram registradas por CVCB3 (-6,72%), AZUL4 (-5,00%) e IRBR3 (-3,37%).

Wall Street fecha mista com dados fracos e expectativa de corte de juros

Em Nova York, o dia foi de volatilidade, com os principais índices encerrando sem direção única. O Nasdaq recuou 0,18%, aos 19.112,32 pontos, pressionado por empresas de tecnologia.

Já o S&P 500 subiu 0,41%, aos 5.916,93 pontos, e o Dow Jones avançou 0,65%, aos 42.322,75 pontos, apoiado por farmacêuticas e empresas de serviços públicos.

O alívio nos juros veio após a divulgação de indicadores abaixo do esperado. O índice de preços ao produtor (PPI) dos EUA caiu 0,5% em abril, contrariando a projeção de alta de 0,2%. 

As vendas no varejo subiram apenas 0,1% no mês, e a produção industrial ficou estável, com queda na manufatura e na mineração.

Nos juros, o rendimento da Treasury de 10 anos caiu 7,3 pontos-base, para 4,455%, com aumento da precificação de cortes pelo Fed ainda neste ano.

Commodities: petróleo recua com Irã no radar, minério avança pela quarta sessão

O petróleo Brent recuou 2,13%, cotado a US$ 64,68, pressionado pela possibilidade de um acordo nuclear entre EUA e Irã, que poderia liberar barris adicionais no mercado global.

O ex-presidente Donald Trump afirmou que o entendimento está próximo, e autoridades iranianas indicaram disposição em negociar a retirada de sanções econômicas.

O minério de ferro subiu 1,17% na bolsa de Dalian, impulsionado pela continuidade do alívio tarifário entre China e Estados Unidos e expectativas de estímulos industriais. Foi a quarta alta consecutiva da commodity, que se aproxima dos US$ 102 por tonelada.

Câmbio e juros: dólar avança com cenário fiscal, mas curva longa recua

O dólar futuro subiu 0,72%, cotado a R$ 5,704, acompanhando a cautela com o cenário fiscal brasileiro e a movimentação global de proteção. 

Na curva de juros, os vértices de curto prazo avançaram até 2 pontos-base, revertendo queda inicial. Já os prazos mais longos recuaram até 13 pontos-base, com influência do leilão parcial de LTNs e NTN-Fs pelo Tesouro Nacional e da queda das Treasuries nos EUA.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas, caiu 0,20%, aos 100,8 pontos.

Fechamento de Mercado | 15-05 | Dados fracos reforçam apostas em cortes, e Ibovespa avança

O Ibovespa retomou o viés positivo nesta quinta-feira, sustentado por indicadores mais fracos no Brasil e nos Estados Unidos, que reforçam a tese de afrouxamento monetário nos próximos trimestres.

O alívio nos juros longos, a alta parcial nas commodities e a ausência de surpresas no noticiário fiscal ajudaram a sustentar os ganhos em uma sessão de menor aversão ao risco. 

No radar, seguem os desdobramentos da pauta fiscal e a reta final da temporada de balanços.

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