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Fechamento de Mercado Hoje: 12 de maio de 2025

O início da semana foi de viés positivo nos mercados globais, impulsionado pelo anúncio de uma trégua comercial entre Estados Unidos e China. 

A redução temporária das tarifas bilaterais por 90 dias estimulou o apetite por risco e gerou um movimento de recuperação nos principais ativos. 

As bolsas da Ásia fecharam em alta expressiva, lideradas por Hong Kong e o setor de tecnologia, enquanto Wall Street teve uma das melhores sessões do ano.

No Brasil, o Ibovespa até ensaiou uma renovação de máximas, mas perdeu força na reta final e encerrou o dia praticamente estável, com investidores adotando postura mais cautelosa à espera de balanços relevantes. 

Ibovespa encerra perto da estabilidade, com Braskem, Vale e Petrobras entre os destaques

O Ibovespa subiu 0,04% nesta segunda-feira, encerrando o pregão aos 136.563,18 pontos, depois de tocar 137.519,33 na máxima do dia, pouco abaixo do recorde intradiário da semana passada, de 137.634,57 pontos. 

O volume financeiro foi de R$ 24,4 bilhões, ligeiramente acima da média dos últimos 50 pregões.

Apesar do forte alívio nos mercados globais, o índice brasileiro ficou limitado por ajustes técnicos e cautela antes da divulgação de balanços relevantes. 

O otimismo com o acordo EUA-China, que prevê a redução temporária das tarifas bilaterais por 90 dias, impulsionou ações ligadas a commodities e exportação, mas o movimento foi parcialmente compensado pela realização em setores que vinham acumulando ganhos expressivos.

Entre os destaques positivos, Vale (VALE3) subiu 2,51%, beneficiada pela alta de 3,16% no contrato futuro do minério de ferro em Dalian. 

Petrobras (PETR4) avançou 2,39%, apoiada na valorização do Brent (+1,64%) e na expectativa pelo balanço, que após o fechamento, a companhia reportou lucro de R$ 35 bilhões no 1T25, alta de 48% na base anual.

O resultado veio abaixo das estimativas do mercado, mas foi acompanhado pelo anúncio de R$ 11,72 bilhões em proventos, que serão pagos em duas parcelas entre agosto e setembro. 

Além disso, a empresa também destacou avanços em projetos do pré-sal e confirmou descobertas relevantes na Bacia de Santos, bem como o encerramento de litígios com a Proquigel e novo contrato com a Portobello no mercado de gás.

Já a Braskem (BRKM5) liderou os ganhos do índice, com alta de 6,05%, após reverter prejuízo e registrar lucro de R$ 698 milhões no trimestre. PRIO (PRIO3) subiu 5,15%, acompanhando o petróleo, e Magazine Luiza (MGLU3) avançou 4,65%, entre as maiores altas percentuais do dia.

Na outra ponta, BTG Pactual (BPAC11) caiu 2,6%, mesmo com lucro ajustado recorde de R$ 3,367 bilhões, e Itaú (ITUB4) (-2,01%), Bradesco (BBDC4) (-1,46%) e Santander (SANB11) (-0,73%) também corrigiram parte dos ganhos recentes. 

Banco do Brasil (BBAS3) recuou 1,56%, após adiar a divulgação dos resultados para quinta-feira, em função da participação da presidente do banco na comitiva presidencial à China.

IRB (IRBR3) fechou em baixa de 4,51%, antes da divulgação do balanço. Marcopolo (POMO4) e Rumo (RAIL3) também figuraram entre as maiores quedas, com perdas de 3,52% e 3,03%, respectivamente.

Boletim Focus: mercado reduz projeção de inflação pela quarta semana seguida

O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira trouxe a quarta queda consecutiva na estimativa de inflação para 2025, com a mediana recuando de 5,55% para 5,51%. Para o câmbio, a projeção também foi levemente ajustada para baixo, de R$ 5,86 para R$ 5,85.

A projeção da Selic no fim de 2025 foi mantida em 14,75%, enquanto para 2026 e 2027 seguem em 12,50% e 10,50%, respectivamente. 

As expectativas seguem ancoradas na leitura de que o Banco Central continuará mantendo os juros em patamar elevado por mais tempo, diante da inflação resistente e do ambiente fiscal ainda incerto.

Wall Street dispara com trégua tarifária, Nasdaq sobe mais de 4%

As bolsas americanas registraram forte recuperação nesta segunda-feira, embaladas pelo acordo entre EUA e China, que prevê a redução das tarifas bilaterais para 30% e 10%, respectivamente, por um período inicial de 90 dias. 

Os principais índices encerraram o dia nas máximas:

  • Nasdaq: +4,40% (18.708,34 pontos)
  • S&P 500: +3,26% (5.844,19 pontos)
  • Dow Jones: +2,81% (42.420,10 pontos)

O acordo foi considerado um avanço significativo por analistas, que esperavam apenas uma reabertura de diálogo. 

Setores como semicondutores, transportes e tecnologia lideraram os ganhos, com destaque para a alta de 7% no índice de semicondutores da Filadélfia e também no índice de transportes.

Dólar sobe com ajuste global e cenário local desafiador

O dólar à vista subiu 0,50% nesta segunda-feira, encerrando cotado a R$ 5,6833 na venda. 

O movimento acompanhou a valorização global da moeda americana em meio ao reposicionamento do fluxo internacional, apesar da trégua tarifária ter inicialmente favorecido moedas emergentes.

O índice DXY avançou para 100,3 pontos, enquanto o real perdeu força em um ambiente ainda pressionado por incertezas fiscais, inflação persistente e juros domésticos elevados. 

A valorização do dólar também refletiu a busca por proteção à espera do CPI americano de abril, que será divulgado nesta terça-feira e pode redefinir expectativas em relação à política monetária do Federal Reserve.

Bolsas da Ásia fecham em alta com trégua tarifária e impulso no setor de tecnologia

As bolsas asiáticas encerraram o pregão desta segunda-feira em alta generalizada, impulsionadas pela trégua comercial e pela perspectiva de retomada do diálogo entre as duas maiores economias do mundo.

O índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu 2,98%, com o subíndice de tecnologia saltando mais de 5%, no maior avanço diário desde o início de março. 

Em Xangai, o Shanghai Composite teve ganho de 0,82%, enquanto o CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas nas bolsas chinesas, avançou 1,16%.

Commodities: petróleo sobe, ouro recua com menor aversão ao risco

No mercado de commodities, o petróleo Brent subiu 1,64%, cotado a US$ 63,90 o barril, refletindo expectativas mais favoráveis para a demanda global.

O minério de ferro avançou 3,16% na China, com operadores apostando na retomada de estímulo à produção, à medida que a relação sino-americana ganha novo impulso.

Já o ouro recuou fortemente, com queda de mais de 3%, diante da menor demanda por proteção. O metal encerrou cotado a US$ 3.216,80 a onça-troy.

Fechamento de Mercado | 12-05 | Alívio externo e cautela local

O mercado iniciou a semana sob influência direta do alívio no front comercial entre EUA e China, mas no Brasil, o fôlego comprador perdeu força à medida que a sessão avançou.

A alta global reforça a atratividade de ativos de risco no curto prazo, mas a combinação de inflação resistente, Selic elevada e incertezas políticas segue impondo um teto ao entusiasmo local.

A atenção agora se volta para os balanços corporativos, o CPI dos EUA e os próximos sinais de política monetária. A volatilidade segue no radar, e o investidor, atento e na defensiva.

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