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Fechamento de Mercado Hoje: 04 de junho de 2025

O Ibovespa oscilou entre leves altas e perdas ao longo do dia, mas terminou a quarta-feira no campo negativo, pressionado por Petrobras, bancos e um exterior instável.

O movimento contrastou com os ganhos do Nasdaq e do S&P 500, que foram impulsionados por expectativas renovadas de corte de juros nos Estados Unidos, após dados econômicos mais fracos do que o esperado.

O índice brasileiro recuou 0,40%, encerrando aos 137.001,58 pontos. 

No câmbio, o dólar à vista subiu 0,17%, cotado a R$ 5,645, enquanto o contrato futuro para julho encerrou praticamente estável, em alta de 0,04%, a R$ 5,675.

A leitura abaixo do consenso do relatório ADP nos EUA aumentou a probabilidade de flexibilização monetária pelo Federal Reserve e reforçou a pressão sobre o presidente Jerome Powell, alvo de novas críticas de Donald Trump. 

No mercado local, o foco se manteve nas discussões sobre a compensação do fim da reoneração e no desgaste político em torno do IOF.

Ibovespa: Petrobras, bancos pesam, Vale e WEG seguram perdas

O Ibovespa teve um pregão instável, revertendo os ganhos da véspera e fechando em queda de 0,40%, aos 137.001,58 pontos, com Petrobras (PETR4 -2,75%) e Banco do Brasil (BBAS3 -2,74%) entre os principais detratores do dia.

Entre as maiores baixas também estiveram Minerva (BEEF3) -7,13%, São Martinho (SMTO3) -5,39% e Petz (PETZ3) -3,69%. O setor bancário caiu em bloco, com destaque negativo adicional para Bradesco (BBDC4 -1,11%).

Na ponta positiva, MRV (MRVE3) subiu 6,89%, Cogna (COGN3) avançou 4,65% e Yduqs (YDUQ3) teve alta de 4,39%, com investidores reagindo à recomposição de preços e revisões de portfólio.

Vale (VALE3) subiu 0,46%, acompanhando a recuperação do minério de ferro em Dalian, enquanto WEG (WEGE3) teve alta de 3,50%, em meio à busca por ativos defensivos em tempos de maior incerteza.

Curva de juros fecha mista com ADP fraco e incertezas fiscais

No mercado de juros futuros, os vértices curtos voltaram a subir em meio à combinação de risco fiscal local e expectativa de menor atividade nos EUA, com avanço de até 3,0 pontos-base. 

Já os vértices longos encerraram próximos da estabilidade, mesmo após a divulgação do ADP, que veio muito abaixo do esperado.

O Tesouro Nacional também movimentou o mercado com a emissão de US$ 2,75 bilhões em bonds no exterior, em dois papéis: o novo benchmark 2030 (US$ 1,5 bilhão) e a reabertura do Global 2035 (US$ 1,25 bilhão), com yields de 5,68% e 6,73%, respectivamente.

Wall Street fecha mista com dados fracos e pressão sobre o Fed

Os principais índices de Nova York encerraram o dia sem direção única, em meio à decepção com o relatório de empregos da ADP e à queda inesperada do ISM de serviços, que voltou ao território de contração.

  • Dow Jones: -0,22% (42.427,74 pontos)
  • S&P 500: +0,01% (5.970,81 pontos)
  • Nasdaq: +0,32% (19.460,49 pontos)

O setor de tecnologia liderou os ganhos, com destaque para ações de semicondutores após compromisso de investimento de US$ 300 bilhões anunciado por empresas do setor. 

Marvell Technology (+6,3%), On Semiconductor (+6,1%) e NXP (+5,6%) figuraram entre os destaques, enquanto Nvidia subiu 0,5%.

Na ponta negativa, Tesla caiu 3,6% com vendas fracas na China e Alemanha, e a CrowdStrike perdeu 5,8% após receita abaixo do consenso, mesmo com lucro acima do esperado.

Commodities: minério avança e petróleo recua com Opep+

O minério de ferro subiu 1,37% na bolsa de Dalian, interrompendo sequência negativa com suporte em compras especulativas, apesar de perspectivas mais fracas para o segundo semestre. 

O Itaú BBA reduziu sua projeção média para a commodity em 2025, de US$ 100 para US$ 95 por tonelada.

O petróleo Brent recuou 1,11%, cotado a US$ 64,89 o barril, com operadores reagindo à possibilidade de aumento da produção pela Opep+ nos próximos meses. 

A Arábia Saudita pressiona por adição de 411 mil barris/dia já em agosto. A queda foi moderada pelo relatório da EIA, que apontou baixa de 4,3 milhões de barris nos estoques semanais dos EUA, maior recuo desde novembro de 2024.

Câmbio e juros: dólar sobe no Brasil, mas recua globalmente com DXY

O dólar à vista subiu 0,17%, fechando a R$ 5,645, interrompendo duas quedas consecutivas. Já o contrato futuro para julho avançou 0,04%, cotado a R$ 5,675, em linha com o aumento da aversão ao risco local.

Lá fora, o dólar perdeu força após o dado fraco do mercado de trabalho nos EUA, que reforçou apostas de corte de juros ainda em 2025. O índice DXY caiu 0,44%, a 98,787 pontos.

Nos Treasuries, os rendimentos recuaram em bloco. A T-note de 2 anos caiu para 3,871%, a de 10 anos recuou a 4,360%, e o T-Bond de 30 anos fechou a 4,884%.

Fechamento de Mercado | 04-06 | Dados fracos nos EUA e incertezas locais pesam no Ibovespa

O Ibovespa voltou ao campo negativo, pressionado por ruídos fiscais, queda de commodities e deterioração do cenário político. 

No exterior, os mercados reagiram a indicadores fracos nos EUA, que abriram espaço para especulações sobre cortes de juros por parte do Fed ainda neste semestre.

No radar dos próximos dias estão as decisões do BCE nesta quinta-feira e, principalmente, o payroll americano na sexta, que pode redefinir a precificação global dos juros.

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