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Fechamento de Mercado Hoje: 02 de maio de 2025

O mercado financeiro encerrou a sexta-feira em leve alta, refletindo a combinação de dados econômicos internacionais e a expectativa com a política monetária local.

No Brasil, o Ibovespa operou com volatilidade, mas conseguiu fechar no positivo, sustentado por ações ligadas ao petróleo e ao setor bancário. O dólar recuou diante de um ambiente externo mais otimista e do fluxo de capital estrangeiro.

No exterior, os mercados reagiram com força aos dados do payroll americano e aos sinais de reaproximação entre Estados Unidos e China, que trouxeram alívio após semanas de tensão comercial.

Ibovespa fecha em leve alta com apoio de Petrobras e bancos

O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, subiu 0,05% nesta sexta-feira, encerrando o pregão aos 135.133 pontos, em um dia de oscilações e agenda econômica esvaziada no campo doméstico.

O movimento foi puxado por ações como Petrobras (PETR4), que subiu 2,73%, acompanhando a leve recuperação do petróleo e a expectativa por um balanço forte no primeiro trimestre. Os bancos também contribuíram para sustentar o índice, com destaque para Itaú e Bradesco.

Na ponta negativa, a Vale (VALE3) teve queda de 0,11%, pressionada por mais um recuo no minério de ferro e novas preocupações sobre a desaceleração da economia chinesa.

O volume financeiro foi de R$ 24,3 bilhões, abaixo da média recente, reflexo da volta do feriado e da cautela antes da reunião do Copom na próxima semana.

Dólar recua com cenário externo mais favorável

O dólar comercial fechou em queda de 0,31%, cotado a R$ 5,6554.

A moeda americana recuou diante do bom humor dos investidores com os dados econômicos dos Estados Unidos e a sinalização de que a China pode retomar negociações comerciais com Washington.

Além disso, o real se beneficiou da entrada de fluxo estrangeiro e do diferencial de juros ainda alto, com o mercado precificando uma possível alta da Selic no Copom da próxima quarta-feira.

Wall Street avança com payroll acima das expectativas

As bolsas americanas fecharam o dia em forte alta, reagindo ao payroll de abril, que veio acima do esperado e afastou, por ora, temores de recessão:

  • S&P 500: +1,47% (5.687,90 pontos)
  • Dow Jones: +1,39% (41.332,00 pontos)
  • Nasdaq: +1,51% (17.973,99 pontos)

O relatório mostrou a criação de 177 mil vagas, contra expectativa de 138 mil. A taxa de desemprego se manteve em 4,2%.

Apesar do bom desempenho do mercado de trabalho, o crescimento moderado dos salários reduziu apostas em cortes de juros no curto prazo, mas ajudou a manter o apetite por risco.

Destaques corporativos: Prio dispara, Vale cai com minério

Entre os destaques do dia na bolsa brasileira:

  • Prio (PRIO3) saltou 8% após anunciar a compra de 60% do campo de Peregrino, operado pela Equinor. O mercado viu a aquisição de US$ 3,5 bilhões como estratégica para o crescimento da produção e geração de caixa.
  • Petrobras (PETR4) subiu 2,73%, com investidores antecipando um bom balanço trimestral e apostando em nova distribuição de dividendos.
  • Vale (VALE3) caiu 0,11% com a pressão vinda da desaceleração industrial na China e da baixa no preço do minério em Dalian.

Juros e Treasuries: curva abre com payroll mais forte

Nos Estados Unidos, os juros dos Treasuries subiram levemente após o payroll mais forte: Treasury de 10 anos: +4,66% ao ano.

No Brasil, a curva de juros futuros também avançou, com o DI para janeiro de 2026 encerrando a 14,71%, em meio à expectativa de que o Banco Central adote uma postura mais dura na próxima reunião.

Commodities: petróleo recua, ouro sobe

O petróleo Brent caiu 0,97%, cotado a US$ 82,11 o barril, pressionado por dados fracos da indústria chinesa e temores sobre excesso de oferta da Opep+.

O ouro avançou 0,77%, a US$ 3.246,94 por onça-troy, com investidores buscando proteção frente às incertezas geopolíticas persistentes.

Geopolítica: China avalia proposta de reabertura comercial com os EUA

O Ministério do Comércio da China afirmou que está avaliando uma proposta formal dos Estados Unidos para retomar as negociações comerciais.

Pequim exigiu como condição a suspensão de tarifas unilaterais, enquanto Washington sinalizou disposição para buscar uma solução negociada.

A notícia foi bem recebida pelos mercados, principalmente após semanas de retaliações mútuas, e ajudou a sustentar o avanço das bolsas globais.

Fechamento de mercado | 02-05 | Payroll impulsiona otimismo global e Brasil acompanha

O mercado fechou a semana com leve viés positivo, com destaque para os dados de emprego dos EUA e as sinalizações de trégua comercial entre China e EUA.

No Brasil, o foco agora se volta totalmente para o Copom, que pode elevar a Selic e testar o apetite por risco nos próximos dias.

Até lá, o investidor segue monitorando o cenário externo e o fluxo estrangeiro, ainda essencial para o desempenho da bolsa.

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