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Abertura de Mercado Hoje: 14 de maio de 2025

A quarta-feira começa com os mercados globais operando sem grandes variações, após o rali das últimas sessões impulsionado pela trégua tarifária entre Estados Unidos e China e pela leitura mais branda da inflação americana. 

No Brasil, o Ibovespa renovou máxima histórica e o investidor acompanha os discursos de dirigentes do Fed, o desempenho das commodities e os próximos desdobramentos fiscais.

Em Nova York, os índices futuros sobem levemente, com destaque para o setor de tecnologia, que reagiu positivamente ao anúncio da Nvidia e AMD sobre um fornecimento bilionário de chips para um data center na Arábia Saudita. 

Na Europa, os principais índices recuam, após quatro altas consecutivas. E na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta, com destaque para o Hang Seng, que subiu 2,30% em Hong Kong. 

Brasil: Ibovespa renova máxima, Raízen decepciona e risco fiscal volta ao foco

O Ibovespa subiu 1,76% na terça-feira (13) e fechou aos 138.963 pontos, novo recorde histórico de encerramento. Na máxima intradiária, o índice bateu os 139.418,97 pontos. 

As maiores altas do dia foram HAPV3 (+11,30%), AZUL4 (+10,85%) e CVCB3 (+9,29%). Do lado negativo, destaque para YDUQ3 (-8,48%), JBSS3 (-2,48%) e BRAV3 (-2,35%).

O dólar comercial recuou 1,32%, a R$ 5,6087. O IFIX subiu 0,15%, aos 3.411,75 pontos.

A Raízen reportou prejuízo líquido de R$ 2,51 bilhões no 4T 24/25, ampliando as perdas em relação aos R$ 878,6 milhões do mesmo período do ano anterior.

O Ebitda caiu 54,6%, a R$ 1,78 bilhão, enquanto o Ebitda ajustado foi de R$ 1,72 bilhão, recuo de 53,3%. A empresa destacou menor volume comercializado e fraca performance da área de Trading como os principais fatores.

A Natura anunciou o corte de 25% da força de trabalho da Avon International como parte de sua reestruturação. Já o Banco Master negocia uma linha emergencial com o FGC para enfrentar dificuldades de curto prazo, enquanto aguarda definição sobre sua venda para o BRB.

No campo fiscal, o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que o governo prepara novo bloqueio de recursos e contingenciamento orçamentário, com detalhes previstos para o dia 22 de maio. O objetivo é manter a execução fiscal sob controle diante do avanço dos gastos obrigatórios.

A ANS decretou o fim das atividades da Vision Med (ex-Golden Cross). Clientes devem realizar a portabilidade para outros planos até 11 de julho de 2025.

EUA: tecnologia puxa Nasdaq, foco em Fed e regulação de chips

Em Nova York, os índices futuros operam em leve alta, com suporte do setor de tecnologia. Nvidia e AMD anunciaram o fornecimento de semicondutores para um projeto de data center de US$ 10 bilhões na Arábia Saudita, o que impulsionou o Nasdaq na véspera e sustenta o clima positivo nesta manhã.

Na terça-feira, o Nasdaq subiu 1,61% e fechou aos 19.010,08 pontos, enquanto o S&P 500 avançou 0,72%, aos 5.886,55 pontos. O Dow Jones recuou 0,64%, para 42.140,43 pontos, pressionado por perdas no setor de saúde.

Na agenda econômica, o destaque é o relatório do Fed de Nova York sobre dívida e crédito das famílias no 1º trimestre. Ao longo do dia, falam os dirigentes Christopher Waller (06h15), Philip Jefferson (10h10) e Mary Daly (18h40).

Commodities e moedas: petróleo recua, minério avança e dólar segue em queda

O petróleo opera em leve baixa: WTI a US$ 63,27 (-0,65%) e Brent a US$ 66,22 (-0,62%). 

O minério de ferro subiu 2,43% na bolsa de Dalian, cotado a 737 iuanes (US$ 102,27), enquanto o ouro recua 0,74%, a US$ 3.230,71 a onça-troy. 

Radar do dia: falas do Fed, dados do IBGE e temporada de balanços

A agenda desta quarta-feira traz indicadores de serviços e produção industrial regional, além do fluxo cambial semanal e do relatório mensal da Opep. 

No exterior, destaque para os estoques de petróleo nos EUA e as falas de Waller, Jefferson e Daly, dirigentes do Fed.

No campo corporativo, Azul e Bradespar divulgam resultados antes da abertura. Após o fechamento, é a vez de Allos, Americanas, Eletrobras, Eneva e Equatorial.

Abertura de Mercado | 14-05 | Ibovespa testa novos topos, mas risco fiscal e balanços voltam ao foco

O ambiente externo ainda sustenta o apetite por risco após a trégua entre EUA e China, mas o mercado volta a monitorar atentamente os sinais do Federal Reserve e o avanço do risco fiscal no Brasil. 

Com o Ibovespa em patamar recorde e a temporada de balanços se intensificando, o investidor adota postura mais seletiva nas próximas sessões.

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