A terça-feira começa com os mercados em compasso de espera pelos dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos e pela ata do Copom no Brasil, enquanto os desdobramentos do novo acordo comercial entre Washington e Pequim seguem no centro do radar.
Em Nova York, os índices futuros operam em leve queda após o forte rali da véspera: Nasdaq subiu 4,35%, S&P 500 avançou 3,26% e Dow Jones ganhou 2,81%, embalados pela trégua tarifária.
No Brasil, o foco recai sobre o lucro bilionário da Petrobras, a distribuição de dividendos, e a leitura da ata do Copom, que deve dar pistas sobre os próximos passos da política monetária.
O petróleo, o minério e o ouro operam com ajustes pontuais, enquanto o dólar e o Ibovespa refletiram ontem o equilíbrio entre commodities e bancos.
EUA e China: alívio tarifário sustenta clima de alívio nos mercados
O alívio nas tensões comerciais entre EUA e China segue no centro das atenções. Ontem, os dois países anunciaram a redução temporária das tarifas recíprocas, de 145% para 30% no lado americano e de 125% para 10% no lado chinês, por um período inicial de 90 dias.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, indicou que novas rodadas de negociação devem ocorrer nas próximas semanas, com o objetivo de estruturar um acordo definitivo.
Ainda assim, os índices futuros de Wall Street operam em leve queda nesta manhã, após forte alta na véspera, com os investidores aguardando o CPI de abril. O consenso aponta para alta de 0,3% no mês e 2,4% na base anual.
Commodities: petróleo recua, minério sobe e ouro avança
O petróleo opera em leve baixa nesta manhã, com o WTI a US$ 61,78 (-0,27%) e o Brent a US$ 64,79 (-0,26%), após ganhos superiores a 3% no pregão anterior, sustentados pela trégua comercial.
Já o minério de ferro avançou 1,06% na bolsa de Dalian, cotado a 714,50 iuanes (US$ 99,19), refletindo recomposição de estoques e expectativa de demanda firme na Ásia.
O ouro sobe 0,57%, negociado a US$ 3.254,29 a onça-troy, em meio à cautela pré-CPI nos EUA e à busca por proteção.
Brasil: Petrobras surpreende, Focus aponta inflação menor e Copom divulga ata
No Brasil, o destaque corporativo é a Petrobras, que reportou lucro líquido de R$ 35,21 bilhões no 1º trimestre, alta de 48,6% na base anual, e aprovou R$ 11,72 bilhões em dividendos e JCP, o equivalente a R$ 0,90916619 por ação.
Na agenda macro, a ata do Copom divulgada nesta manhã reforça o tom mais cauteloso do comunicado anterior, sem projeções e com ênfase na dependência de dados, após a Selic ter sido elevada para 14,75% ao ano.
O Boletim Focus revisou para baixo a expectativa de inflação para 2025, agora em 5,51%, com queda também nas projeções para 2026.
No noticiário político, ganha tração a CPMI do INSS, com apoio de 223 deputados e 36 senadores. A comissão deve investigar fraudes em descontos aplicados a aposentados e pensionistas.
Último pregão: Ibovespa fecha em alta com apoio de Braskem, Petrobras e Vale, mas setor bancário limita ganhos
Na segunda-feira (12), o Ibovespa subiu 0,04% e encerrou aos 137.563 pontos, em nova máxima do ano. O movimento foi sustentado pela alta das commodities, com Petrobras (+2,39%) e Vale (+2,51%) entre os principais suportes.
O dólar comercial avançou 0,53%, fechando a R$ 5,6849. Já o IFIX teve leve recuo de 0,03%, aos 3.406,81 pontos.
As maiores altas do dia foram BRKM5 (+6,05%), PRIO3 (+5,15%) e MGLU3 (+4,65%). Entre as quedas, destaque para IRBR3 (-4,51%) e POMO4 (-3,52%).
Radar do dia: CPI dos EUA, agenda de balanços e falas internacionais
A agenda desta terça-feira tem como ponto central a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) nos EUA, às 9h30, que pode calibrar as apostas para os próximos passos do Federal Reserve.
No Brasil, os investidores acompanham os desdobramentos da ata do Copom e os resultados de empresas como JBS, Nubank, Raízen e SLC Agrícola, após o fechamento.
Na Europa, o índice ZEW surpreendeu positivamente na Alemanha, enquanto o Reino Unido reportou leve aumento no desemprego. No radar internacional, o foco segue nas negociações comerciais entre EUA e China e nas falas de autoridades do Banco da Inglaterra.
Abertura de Mercado | 13-05 | Espera por CPI nos EUA, ata do Copom e Petrobras no foco
A terça-feira começa com os investidores equilibrando o alívio da trégua comercial firmada entre Estados Unidos e China com a cautela que antecede a divulgação dos dados de inflação americana, evento que pode influenciar o rumo dos ativos globais nas próximas sessões.
No Brasil, a ata do Copom e os resultados divulgados pela Petrobras seguem como principais pontos de atenção do dia, enquanto o cenário externo continua ditando o ritmo dos mercados por meio da oscilação das commodities e das expectativas em torno da política monetária internacional.