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Abertura de Mercado Hoje: 08 de maio de 2025

A quinta-feira começa com os mercados assimilando os desdobramentos da Super Quarta, em um cenário que combina juros elevados, sinalizações duras dos bancos centrais e nova pressão comercial no radar.

No Brasil, o Copom subiu a Selic para 14,75% ao ano e retirou projeções do comunicado, reforçando a dependência de dados em um ambiente ainda fragilizado. 

Já nos EUA, o Fed manteve os Fed Funds entre 4,25% e 4,50% e voltou a citar riscos inflacionários ligados ao tarifaço de Trump, que hoje promete mais uma cartada com o anúncio de um acordo comercial com um “grande parceiro”.

No pano de fundo, o Ibovespa recuou 0,09%, o dólar subiu para R$ 5,7454 e uma nova temporada de balanços começa a ganhar tração.

Brasil: Copom entrega o esperado, mas muda o tom

O Copom elevou a Selic em 0,50 ponto, para 14,75% ao ano, maior nível desde julho de 2006. 

A decisão veio em linha com o esperado, mas o comunicado surpreendeu ao retirar projeções e adotar um tom mais dependente da evolução dos dados de inflação e atividade. 

Com isso, o Brasil passa a ocupar a 3ª posição entre os maiores juros reais do mundo, atrás somente de Turquia e Rússia.

O Ibovespa fechou o último pregão em leve baixa de 0,09%, aos 133.397 pontos, com volume reduzido de R$ 15,1 bilhões. O dólar comercial subiu 0,61%, encerrando a sessão a R$ 5,7454.

Estados Unidos: Fed mantém juros e reforça dependência dos dados

O Federal Reserve manteve a taxa básica entre 4,25% e 4,50%, como previsto, mas reforçou os riscos vindos da política tarifária do governo Trump. 

O comunicado descartou qualquer movimento de corte antecipado e destacou que a inflação permanece acima da meta. 

Jerome Powell reforçou que os próximos passos vão depender da leitura dos indicadores, os primeiros dados do dia já saem agora cedo, com destaque para pedidos de auxílio-desemprego e custo da mão de obra no 1º tri.

Wall Street fechou em alta com S&P 500 +0,40%, Nasdaq +0,30% e Dow Jones +0,70%, refletindo a leitura de que o Fed manteve cautela, mas sem fechar o canal para ajustes futuros.

Trump divulga acordo com “grande parceiro” e redesenho comercial

Donald Trump afirmou que os EUA fecharam um novo acordo comercial com um “grande parceiro”, com coletiva marcada para 11h. A imprensa britânica aponta o Reino Unido como signatário. 

O anúncio ocorre em meio às tensões globais geradas pelas tarifas e reacende a discussão sobre o novo eixo do comércio internacional. 

A Ford já anunciou aumento de preços em três modelos fabricados no México, sinalizando o início dos ajustes no setor automotivo.

Europa e Ásia: indústria alemã surpreende e bolsas sobem

Na Europa, o Stoxx 600 sobe 0,52%, impulsionado pela produção industrial da Alemanha, que cresceu 3% em março, superando as expectativas. 

O Banco da Inglaterra decide hoje sobre os juros, com previsão de corte de 25 pontos-base. 

Na Ásia, os mercados encerraram com alta moderada: Nikkei +0,41%, Hang Seng +0,37% e Xangai +0,28%, com investidores atentos à reaproximação entre EUA e China.

No radar: coletiva de Trump, Ambev e temporada de balanços

Além da coletiva de Trump, o dia marca a divulgação da produção de veículos da Anfavea e dos números da Ambev antes da abertura. 

No pós-mercado, saem os balanços de Itaú, Magazine Luiza, B3, Suzano, Cemig, Localiza, CSN, Petz, Assaí e mais.

Abertura de Mercado | 08-05 | Copom, Fed, Trump e BCs no foco dos investidores

A quinta-feira ainda concentra alguns dos principais vetores da semana, com coletiva de Trump prevista para o fim da manhã, divulgação de dados econômicos nos Estados Unidos e o início da temporada pesada de balanços no Brasil. 

A leitura das decisões monetárias, combinada com o noticiário corporativo e os desdobramentos da política comercial americana, deve calibrar o tom dos ativos nas próximas sessões.

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