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Abertura de Mercado Hoje: 30 de maio de 2025

Os mercados abrem a sexta-feira digerindo a reviravolta judicial que reativou, ainda que de forma provisória, as tarifas comerciais do presidente Donald Trump. 

A decisão pressiona os ativos no exterior, enquanto os investidores aguardam a inflação PCE nos EUA e o PIB brasileiro no início da manhã.

No Brasil, o foco se divide entre o dado de atividade econômica e o corte de R$ 31 bilhões no Orçamento, confirmado pelo governo para tentar cumprir a meta fiscal. 

O impasse sobre o IOF continua no Congresso, que discute uma série de propostas para derrubar o aumento.

No mercado de trabalho, a taxa de desemprego caiu para 6,6% no trimestre encerrado em abril, com recorde no número de trabalhadores formais.

Na agenda, além do PCE, o dia traz falas de dirigentes do Fed, coletiva de Trump sobre a saída de Elon Musk do governo e dados de sentimento do consumidor nos EUA.

Brasil: PIB, bloqueio orçamentário e mercado de trabalho formal em alta

O IBGE divulga nesta manhã o PIB do primeiro trimestre, em meio à pressão fiscal. 

O governo confirmou bloqueio de R$ 31 bilhões, sendo R$ 7 bilhões em emendas parlamentares e R$ 24 bilhões nos ministérios. 

A decisão tenta compensar os efeitos da possível derrubada do aumento do IOF, cuja arrecadação de R$ 20 bilhões está ameaçada.

No mercado de trabalho, o desemprego caiu para 6,6%, o menor patamar desde 2012. O número de trabalhadores com carteira assinada subiu para 39,6 milhões, novo recorde, enquanto a informalidade recuou para 37,9%.

No noticiário corporativo, o destaque vai para a captação de R$ 1 bilhão pelo fundo MXRF11, a nova rodada de cortes no setor público, e o impacto prolongado da recuperação judicial da Azul, que voltou a figurar entre as maiores quedas do Ibovespa.

Exterior: tarifas voltam ao centro do debate, com PCE e Fed no radar

Nos EUA, os futuros operam em queda após a Corte de Apelações suspender a decisão que havia barrado parte das tarifas comerciais da atual gestão. 

A medida reacendeu preocupações com a escalada protecionista em um momento de revisão de expectativas para inflação e juros.

Apesar da instabilidade, os principais índices ainda caminham para fechar maio com ganhos. O S&P 500 sobe mais de 6% no mês, o Nasdaq acumula avanço de 10% e o Dow Jones, cerca de 4%.

Na Europa, o Stoxx 600 sobe 0,63%, aos 551,32 pontos, apoiado por alívio parcial nas tensões comerciais. 

Já na Ásia, as bolsas fecharam em baixa, refletindo a reativação das tarifas e a falta de avanços nas conversas comerciais. O Nikkei caiu 1,22%, o Hang Seng recuou 1,20% e o Xangai Composto perdeu 0,47%.

Commodities: petróleo recupera parte das perdas, minério e bitcoin em baixa

O petróleo ensaia leve recuperação após queda acentuada ontem. O WTI é negociado a US$ 61,12 (+0,30%) e o Brent a US$ 64,27 (+0,19%), com o mercado ajustando apostas para a próxima reunião da Opep+.

O minério de ferro recuou 0,43% em Dalian, a 702 iuanes (US$ 97,44), enquanto o ouro caiu 0,59%, cotado a US$ 3.295,86 a onça-troy. 

O bitcoin opera em baixa de 0,84%, negociado a US$ 104.964,32.

Último pregão: Ibovespa recua com Azul, dólar cede, IFIX avança e Wall Street fecha em alta

Na quinta-feira (29), o Ibovespa caiu 0,25%, aos 138.533 pontos, com volume financeiro de R$ 17,9 bilhões. 

A Azul (–6,80%) liderou as quedas após confirmar o pedido de recuperação judicial nos EUA, seguida por MGLU3 (–4,92%) e BEEF3 (–3,83%). 

No lado positivo, destaque para PETZ3 (+2,38%), MRFG3 (+2,13%) e CSAN3 (+2,07%).

O dólar comercial recuou 0,50%, fechando a R$ 5,6670. O IFIX subiu 0,09%, aos 3.446,02 pontos.

Em Nova York, os principais índices encerraram o dia em alta. O Dow Jones avançou 0,28%, aos 42.215,73 pontos, o S&P 500 subiu 0,40%, aos 5.912,17 pontos, e o Nasdaq teve ganho de 0,39%, fechando aos 19.175,87 pontos.

Abertura de Mercado | 30-05 | PIB, IOF, tarifas e fim de mês carregado

O mercado começa a sexta dividido entre os dados domésticos, a indefinição fiscal e o impacto da reativação das tarifas nos EUA. 

A agenda segue pesada, com o investidor tentando calibrar preço, risco e direção em um ambiente mais volátil e com menor visibilidade no curto prazo.

No radar, estão o PIB do primeiro trimestre, a inflação PCE nos EUA, o bloqueio de R$ 31 bilhões no Orçamento e o avanço das discussões sobre o IOF no Congresso. 

Lá fora, o mercado segue atento à batalha judicial sobre tarifas, à reunião da Opep+ no fim de semana e às falas de dirigentes do Fed ao longo do dia.

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