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Abertura de Mercado Hoje: 30 de abril de 2025

Os mercados iniciam esta quarta-feira em tom misto, refletindo a combinação de uma agenda macroeconômica carregada com novos ruídos vindos da política americana.

Durante a celebração dos 100 dias de mandato, o presidente Donald Trump voltou a atacar o Federal Reserve, acusando Jerome Powell de “não fazer um bom trabalho”. A retórica reacendeu a volatilidade nos futuros americanos, ainda que parte do mercado já esteja calejada com esse tipo de provocação.

No Brasil, o Ibovespa encerrou a terça-feira em leve alta de 0,06%, aos 135.092 pontos, acumulando sete sessões consecutivas de valorização e renovando a máxima do ano. 

O dólar comercial recuou pela oitava sessão seguida, fechando cotado a R$ 5,6306, em linha com o fortalecimento do real frente a moedas emergentes.

Na Ásia, os índices fecharam sem direção única, com os investidores atentos à desaceleração das exportações chinesas e à forte queda no tráfego marítimo com os Estados Unidos. O volume de contêineres entre Xangai e a costa oeste americana caiu 64% na primeira semana de abril, evidenciando os efeitos práticos da guerra comercial.

Na Europa, as bolsas operam em alta nesta manhã, impulsionadas por resultados corporativos sólidos e pela expectativa de flexibilização tarifária, após novos sinais da Casa Branca. 

O petróleo recua e caminha para o pior desempenho mensal desde 2021, pressionado por temores de excesso de oferta e redução na demanda global.

Destaques Globais: Trump vs. Powell, tarifas e dados de emprego no radar

Nos Estados Unidos, além das críticas de Trump ao Fed, o dia reserva a divulgação do relatório ADP de empregos e a prévia do PIB do primeiro trimestre. 

A expectativa é de um crescimento mais moderado, o que pode reforçar a leitura de que os juros seguirão estáveis por mais tempo.

Também seguem no radar os balanços de Microsoft e Meta, duas das principais integrantes do grupo das Magnificent 7. Os resultados podem influenciar diretamente o comportamento do Nasdaq, que encerrou a última sessão em alta de 0,55%.

Do lado comercial, a Amazon negou que vá detalhar os impactos das tarifas nos preços ao consumidor, enquanto o governo americano recuou parcialmente nas tarifas sobre automóveis, buscando aliviar a pressão sobre o setor industrial.

Brasil: dados de emprego, resultado fiscal e Copom no foco

No cenário doméstico, a agenda desta quarta-feira traz a taxa de desemprego do IBGE, os números do Caged de março e o resultado fiscal do mês, todos com potencial de influenciar a próxima decisão do Copom.

As projeções apontam para uma alta marginal no desemprego, de 6,8% para 7%, além de uma desaceleração na geração de empregos formais. 

O Banco Central, por sua vez, deve seguir com o tom firme sobre a política monetária, com novas declarações de Gabriel Galípolo previstas para o dia de hoje.

Apesar do rali recente, analistas observam sinais de fadiga no Ibovespa, o que pode abrir espaço para uma correção técnica nos próximos dias. Ainda assim, o índice segue sustentado por múltiplos atrativos e pelo desempenho positivo das empresas de maior peso na carteira.

Resultados opostos: Log recua no lucro, Marcopolo preserva otimismo

Entre os balanços corporativos, dois nomes chamaram a atenção por razões distintas.

A Log Commercial Properties (LOGG3) registrou lucro de R$ 29,1 milhões no primeiro trimestre, queda de 78% na base anual, em linha com a estratégia de redução de investimentos e alavancagem. 

Apesar disso, o segmento de locações mostrou força, com alta de 76% no EBITDA, vacância em mínima histórica e avanço no ticket médio. A companhia também anunciou novas vendas de ativos para fundos do BTG, somando R$ 1,5 bilhão em transações no ano.

Já a Marcopolo (POMO4) reportou lucro de R$ 243 milhões no 1T25, retração de 23% em relação ao ano anterior, impactada por menores volumes de exportação e efeitos cambiais e tributários não recorrentes.

A empresa reiterou sua visão positiva para 2025, com expectativa de recuperação gradual nos pedidos ao longo do segundo semestre.

Abertura de Mercado | 30-04 | Trump, tarifas, e tensão pré-feriado

A agenda desta quarta-feira concentra os principais eventos da semana, com os investidores ajustando posições antes do feriado local de amanhã.

A divulgação do payroll americano, marcada para sexta-feira, continua no centro do radar global, enquanto o ambiente segue sensível aos desdobramentos tarifários e às sinalizações de política monetária, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

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