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Abertura de Mercado Hoje: 29 de abril de 2025

O mercado financeiro global começa esta terça-feira em tom de cautela, após uma sessão anterior de avanços moderados nas bolsas internacionais, apoiadas por resultados corporativos resilientes e expectativas calibradas sobre a política monetária dos Estados Unidos.

No Brasil, o Ibovespa avançou 0,21% na segunda-feira, encerrando o pregão aos 135.015 pontos, no maior patamar do ano, sustentado principalmente por papeis do setor bancário, enquanto ações ligadas a commodities tiveram desempenho misto.

Em Wall Street, o S&P 500 e o Dow Jones fecharam em alta, enquanto o Nasdaq recuou levemente, com os investidores aguardando a divulgação dos balanços das grandes empresas de tecnologia e monitorando os próximos indicadores econômicos.

Na Europa, apesar do apagão que atingiu Espanha e Portugal ontem, o maior registrado na região em décadas, as principais bolsas mantiveram a estabilidade, reforçando a visão de que o impacto imediato nos mercados financeiros foi contido.

Com esse pano de fundo, os investidores iniciam o dia atentos à reta final da temporada de resultados, aos dados de emprego que serão divulgados ao longo da semana e à evolução do cenário geopolítico, em um ambiente que segue exigindo disciplina e gestão ativa de risco.

Destaques Globais: Apagão na Europa, Balanços, Payroll, e Tensão Comercial

Nos Estados Unidos, as bolsas encerraram a última sessão sem direção única. O S&P 500 avançou 0,1%, o Dow Jones subiu 0,3% e o Nasdaq recuou 0,1%, com investidores monitorando a divulgação dos balanços das Big Techs, previstos para esta semana.

A expectativa para o payroll de abril, a ser divulgado na sexta-feira, também é central no radar. Analistas projetam a criação de cerca de 260 mil vagas, indicando possível desaceleração frente ao mês anterior, o que pode reforçar as apostas de manutenção dos juros por parte do Federal Reserve.

Além disso, o ambiente externo ainda é marcado pela falta de avanços concretos nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China, ampliando o nível de incerteza e contribuindo para movimentos defensivos nos portfólios globais.

Na Europa, apesar do impacto operacional do apagão em Espanha e Portugal, as bolsas abriram com viés de alta, apoiadas por resultados corporativos resilientes e pela percepção de que os bancos centrais locais manterão uma postura cautelosa quanto a novos ajustes monetários.

Brasil: Foco no BRICS+, agenda econômica e no avanço dos balanços

No mercado doméstico, o Ibovespa fechou a segunda-feira em alta de 0,21%, aos 135.015 pontos, seu maior patamar em 2025, impulsionado por ações do setor bancário, como Itaú e Bradesco, que se beneficiam das expectativas de juros elevados por um período mais prolongado.

O dólar comercial recuou pela sétima sessão consecutiva, fechando cotado a R$ 5,6480, em um movimento de fortalecimento do real frente a uma cesta de moedas globais.

Para hoje, a atenção se volta para os dados de emprego, tanto via IBGE quanto Caged, além da continuidade da divulgação de resultados corporativos de empresas de médio e grande porte. 

O mercado também acompanha o encerramento da reunião do BRICS+, que acontece no Rio de Janeiro e pode trazer sinalizações importantes sobre o comércio global e o posicionamento dos países participantes.

A agenda econômica local, encurtada pelo feriado de quinta-feira, tende a concentrar maior volume de eventos e anúncios entre hoje e amanhã.

No cenário fiscal, preocupações persistem com o aumento dos gastos projetados para programas sociais em 2026, elevando o risco de pressões sobre a curva de juros de médio e longo prazo.

Abertura de Mercado | 29-04 | Foco no payroll, BRICS+ e volatilidade geopolítica

A combinação de resultados corporativos, dados econômicos relevantes e episódios inesperados, como o apagão na Europa, mantém os investidores em estado de atenção redobrada.

O encerramento da reunião do BRICS+ no Rio de Janeiro e a expectativa pela divulgação do payroll americano na sexta-feira concentram as atenções nesta reta final de mês, em um ambiente que segue sensível a novos ruídos geopolíticos e econômicos.

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