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Abertura de Mercado Hoje: 26 de maio de 2025

A última semana de maio começa com os mercados internacionais operando em ritmo mais lento, devido ao feriado de Memorial Day nos Estados Unidos e ao fechamento das bolsas em Londres. 

Ainda assim, o adiamento das tarifas americanas sobre a União Europeia, o novo Boletim Focus e os desdobramentos fiscais no Brasil mantêm os investidores atentos.

No cenário doméstico, o foco recai sobre a projeção de déficit de R$ 97 bilhões para 2025, o impasse em torno do IOF sobre previdência privada e as movimentações corporativas envolvendo Braskem e Santos Brasil.

Brasil: déficit sobe para R$ 97 bi, IOF vira alvo e Tanure mira Braskem

O governo federal revisou a projeção do déficit primário de 2025 para R$ 97 bilhões, puxado por aumento de despesas obrigatórias e frustração de receitas com a desoneração da folha. 

O bloqueio de R$ 31,3 bilhões no orçamento segue confirmado, com possível ampliação para compensar a arrecadação frustrada do IOF.

Após críticas do mercado, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o recuo no aumento do IOF sobre fundos no exterior foi uma decisão “técnica” e não passou pelo presidente Lula. 

A Receita Federal confirmou que a alíquota de 1,1% para pessoas físicas foi mantida, e que fundos seguem isentos.

O setor de seguros pressiona contra a nova tributação sobre VGBL, e o Santander suspendeu temporariamente novos aportes em previdência para adaptar seus sistemas ao decreto 12.466, que estabelece IOF de 5% para valores acima de R$ 50 mil mensais.

Boletim Focus: IPCA estável em 2025 e mercado mantém apostas em Selic alta

O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (26) trouxe estabilidade nas projeções para os principais indicadores econômicos. A mediana das estimativas para o IPCA de 2025 ficou em 5,50%, interrompendo uma sequência de cinco quedas. A taxa segue 1 ponto percentual acima do teto da meta contínua, que é de 4,5%.

Para 2026, o IPCA projetado também permaneceu em 4,50%, enquanto as previsões para 2027 e 2028 ficaram em 4,00% e 3,81%, respectivamente.

Do lado dos juros, o mercado manteve a projeção da Selic em 14,75% ao fim de 2025, pela terceira semana consecutiva. Para 2026, a taxa esperada segue em 12,50%, enquanto 2027 e 2028 permanecem com estimativas de 10,50% e 10,00%.

O relatório chega em semana marcada pela divulgação do IPCA-15 de maio, prévia da inflação oficial, e reforça o cenário de política monetária contracionista defendido pelo Copom na última ata.

Empresas: Tanure quer Braskem, Santos Brasil avaliada em OPA e mudança na Petrobras

No noticiário corporativo, o empresário Nelson Tanure apresentou proposta à Novonor para assumir o controle da Braskem (BRKM5), com foco em sua fatia de 50,1% das ações ON. A ação liderou os ganhos do Ibovespa na última sexta-feira, com alta de 9,15%.

A CMA protocolou uma oferta pública de aquisição (OPA) para comprar todas as ações da Santos Brasil (STBP3) a R$ 13,60 por ação, com o objetivo de fechar o capital da companhia e reduzir custos diante da baixa liquidez.

Na Petrobras (PETR4), Mauricio Tolmasquim deixou a diretoria de Transição Energética para assumir cargo no conselho da Eletrobras. William França assume a posição.

Mercados globais: feriado nos EUA limita volume, Europa reage a alívio tarifário

Com os mercados americanos fechados pelo feriado de Memorial Day, os índices futuros operam em alta, impulsionados pelo adiamento, por parte do presidente Donald Trump, da tarifa de 50% sobre produtos da União Europeia. A medida agora está prevista para 9 de julho.

Na Europa, as bolsas sobem: Euro Stoxx 600 avança 1,00% e DAX opera em alta de 1,67%, ainda que o mercado londrino também esteja fechado por feriado bancário. A decisão de Trump é vista como tentativa de desescalar a tensão comercial.

Na Ásia, os mercados fecharam de forma mista. Investidores repercutem o recuo no minério de ferro e o novo equilíbrio geopolítico entre EUA e Europa.

Commodities e ativos: petróleo avança, minério recua e Bitcoin testa os US$ 110 mil

O petróleo opera em alta com a trégua tarifária entre EUA e UE.

O WTI é negociado a US$ 61,89 (+0,59%) e o Brent a US$ 65,17 (+0,60%). 

O ouro recua 0,38%, a US$ 3.331,56 a onça-troy, enquanto o minério de ferro devolve ganhos e cai 2,21% em Dalian, a 706,50 yuanes (US$ 98,07).

O Bitcoin sobe 1,99% e é negociado a US$ 109.840,03.

Último pregão: Ibovespa recua, Braskem lidera altas e dólar fecha em queda

Na sexta-feira (23), o Ibovespa caiu 0,40%, aos 137.824 pontos, com volume abaixo da média, em R$ 16,1 bilhões. Na semana, o índice acumulou perda de 0,98%, interrompendo sequência de seis semanas positivas.

Entre as maiores altas: BRKM5 (+9,15%), RAIZ4 (+7,00%), DIRR3 (+4,53%), CSAN3 (+3,62%) e PCAR3 (+3,00%). Do lado oposto: AZZA3 (–6,07%), MGLU3 (–4,96%), VAMO3 (–3,06%), AZUL4 (–2,80%) e BBAS3 (–2,51%).

O dólar comercial fechou em queda de 0,25%, cotado a R$ 5,6470. O IFIX subiu 0,09%, aos 3.440,31 pontos.

Em Wall Street, os índices fecharam em baixa, pressionados pelo ambiente fiscal e expectativas em torno de tarifas: o Dow Jones caiu 0,61%, aos 41.603,07 pontos, o S&P 500 recuou 0,67%, aos 5.802,82 pontos e o Nasdaq teve queda de 1,00%, aos 18.737,21 pontos.

Abertura de Mercado | 26-05 | Feriado reduz ritmo, IOF pressiona e Braskem rouba a cena

Com menor volume global, o mercado abre a semana monitorando o avanço do risco fiscal, a reprecificação da previdência privada e os desdobramentos do caso Braskem. 

No exterior, o adiamento das tarifas americanas oferece trégua temporária, mas os próximos dias ainda prometem instabilidade, em meio a uma agenda carregada de dados e ajustes pós-feriado.

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