Pular para o conteúdo

Abertura de Mercado Hoje: 20 de maio de 2025

A terça-feira começa com viés negativo nos mercados internacionais, em meio a renovadas preocupações com o impacto das tarifas sobre o consumo nos Estados Unidos, revisões de crescimento global e maior cautela com a política monetária.

Na véspera, o Ibovespa avançou 0,32% e fechou aos 139.636 pontos, impulsionado por dados locais acima do esperado e sinalizações mais firmes do Banco Central. 

Em Nova York, os principais índices reverteram as perdas da manhã e encerraram em alta. O Dow Jones subiu 0,32%, aos 42.792,07 pontos, o S&P 500 teve leve alta de 0,09%, aos 5.963,60 pontos e o Nasdaq avançou 0,02%, aos 19.215,46 pontos.

No Brasil, a agenda traz dados de inflação e desdobramentos fiscais, enquanto investidores reagem ao novo corte de juros na China, à alta do petróleo e ao avanço das negociações ambientais da Petrobras.

Mercados globais: queda nos EUA, alta na Europa e estímulo na Ásia

Nos Estados Unidos, os índices futuros operam em queda, pressionados pela persistência das incertezas inflacionárias e pela cautela dos investidores com a possibilidade de que o recente rali tenha superado os fundamentos econômicos. 

O Walmart alertou para o impacto das tarifas sobre os preços, e o foco hoje recai sobre os resultados da Home Depot e as falas de dirigentes do Federal Reserve, incluindo Thomas Barkin, Raphael Bostic, Susan Collins e Alberto Musalem.

Em Washington, a Comissão de Orçamento da Câmara aprovou o projeto de corte de impostos proposto pelo presidente Donald Trump, sinalizando avanço na pauta fiscal em ano eleitoral.

Na Europa, os mercados operam em alta, com os investidores reagindo positivamente ao acordo histórico entre Reino Unido e União Europeia sobre comércio, clima e segurança.

A sessão anterior foi marcada por baixa liquidez, mas o Stoxx 600 busca sequência de ganhos em meio a balanços e avanços regulatórios.

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta, impulsionadas pela decisão do Banco Popular da China de cortar as taxas de empréstimos para estimular a economia. 

A LPR de 1 ano foi reduzida de 3,10% para 3,00%, e a de 5 anos caiu de 3,60% para 3,50%. O corte ocorre em meio à desaceleração da demanda interna e ao impacto das tensões comerciais globais. 

O banco central da Austrália também reduziu sua taxa básica para 3,85%.

Brasil: Galípolo endurece discurso, inflação em queda e atenção ao plano fiscal

No Brasil, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou que os juros devem permanecer elevados enquanto for necessário para ancorar as expectativas e garantir o retorno da inflação à meta de 3%. 

O Boletim Focus divulgado na segunda-feira (19) reduziu pela quinta semana consecutiva a projeção de IPCA para 2025, de 5,51% para 5,50%.

No campo fiscal, o ministro Fernando Haddad confirmou o envio de um novo conjunto de medidas pontuais ao presidente Lula, com o objetivo de reforçar a arrecadação e cumprir as metas de resultado primário. O pacote será detalhado ao longo da semana.

Empresas: Eletrobras sobe com rating, Petrobras avança com Ibama, XP divulga resultados

No noticiário corporativo, a Moody’s elevou o rating da Eletrobras de “Ba2” para “Ba1”, mantendo a perspectiva estável. A revisão reflete o avanço na execução do plano de reestruturação pós-privatização e a redução de passivos.

A Petrobras obteve aprovação do Ibama para o conceito do Plano de Proteção à Fauna Oleada, etapa importante no processo de licenciamento ambiental para perfuração de poço em águas profundas no litoral do Amapá. A simulação operacional será o próximo passo antes da decisão final.

Após o fechamento do mercado, a XP irá divulgar seus resultados do 1T25.

Commodities: petróleo avança, minério sobe e ouro sustenta alta

Os preços do petróleo operam em alta, com o WTI negociado a US$ 63,17 (+0,77%) e o Brent a US$ 65,48 (–0,02%), impulsionados pela possível ruptura nas negociações nucleares entre EUA e Irã, o que pode limitar a oferta da commodity no curto prazo.

O minério de ferro subiu 0,28% na bolsa de Dalian, cotado a 725,00 iuanes (US$ 100,56), enquanto o ouro mantém alta de 0,38%, negociado a US$ 3.234,59 a onça-troy, ainda refletindo o rebaixamento da nota de crédito dos EUA e a busca por ativos defensivos.

O bitcoin recua 0,37%, cotado a US$ 104.962,57.

Último pregão: Ibovespa sobe, dólar recua e MRFG despenca

Na segunda-feira (19), o Ibovespa subiu 0,32%, aos 139.636 pontos, impulsionado pela sinalização do presidente do BC, Gabriel Galípolo, de que os juros permanecerão elevados enquanto necessário para conter a inflação. 

O índice renovou sua máxima intradiária ao alcançar 140.203,04 pontos, com volume financeiro de R$ 20,9 bilhões.

Entre as maiores altas do dia estiveram JBSS3 (+3,06%), EMBR3 (+2,76%), LREN3 (+2,62%), FLRY3 (+2,55%) e AZZA3 (+2,51%). Nas quedas, destaque para MRFG3 (–6,42%), PCAR3 (–3,90%), PETZ3 (–3,57%), IRBR3 (–3,32%) e RADL3 (–2,76%).

O dólar comercial recuou 0,25%, encerrando cotado a R$ 5,6546. O IFIX caiu 0,07%, aos 3.436,51 pontos.

Em Wall Street, os principais índices encerraram o pregão com ganhos modestos. O Dow Jones subiu 0,32%, aos 42.792,07 pontos, o S&P 500 avançou 0,09%, aos 5.963,60 pontos e o Nasdaq teve alta de 0,02%, aos 19.215,46 pontos.

Abertura de Mercado | 20-05 | China corta juros, Galípolo sinaliza Selic alta e fiscal domina radar

A terça-feira começa com investidores dividindo atenção entre o corte de juros na China, a fala dura do Banco Central brasileiro e a agenda carregada nos Estados Unidos. 

No radar, discursos do Fed, a aprovação ambiental da Petrobras e os resultados da XP podem mexer com os ativos locais ao longo do dia.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *