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Abertura de Mercado Hoje: 19 de maio de 2025

A segunda-feira começa com pressão renovada nos mercados globais, após o rebaixamento da nota de crédito dos Estados Unidos pela Moody’s e em meio à expectativa por discursos de dirigentes do Federal Reserve. 

Os investidores reavaliam o ambiente de risco em meio à escalada dos rendimentos dos Treasuries e a possível continuidade da guerra comercial.

No Brasil, a agenda é carregada, com destaque para o IBC-Br de março, o Boletim Focus e a grade de parâmetros macroeconômicos da SPE. 

No noticiário corporativo, o mercado repercute a fusão entre Marfrig e BRF e o impacto da inadimplência do agro sobre o Banco do Brasil. O sentimento local também é afetado pelo risco fiscal e pelo avanço do endividamento das famílias.

Mercados globais: queda nos EUA, Europa em baixa e Ásia majoritariamente negativa

Em Nova York, os índices futuros operam em queda, com investidores digerindo o corte da nota de crédito dos EUA pela Moody’s de ‘AAA’ para ‘AA1’, citando deterioração fiscal e falta de medidas para conter o avanço da dívida. 

Os rendimentos dos títulos do Tesouro subiram, com os papeis de 30 anos ultrapassando 5%, os de 10 anos em 4,542% e os de 2 anos em 4%. 

Hoje, o foco recai sobre os discursos de Raphael Bostic, John Williams, Lorie Logan, Philip Jefferson e Neel Kashkari, dirigentes do Fed.

Na Europa, os mercados também recuam. O índice pan-europeu Stoxx 600 cedia 0,69%, aos 545,48 pontos, pressionado pela revisão para baixo das projeções de crescimento do PIB da zona do euro e pelo impacto das tarifas dos EUA sobre o bloco. 

A inflação anual medida pelo CPI se manteve em 2,2% em abril, segundo a Eurostat.

Na Ásia, o movimento foi majoritariamente de baixa, refletindo os temores sobre a economia americana e dados mistos da China. O Taiex caiu 1,46% em Taiwan, o Kospi recuou 0,89% em Seul, o Nikkei cedeu 0,68% em Tóquio e o Hang Seng teve perda de 0,05% em Hong Kong. 

O Xangai Composto ficou estável aos 3.367,58 pontos, enquanto o Shenzhen Composto avançou 0,33%, a 1.993,14 pontos. A produção industrial chinesa superou as expectativas, mas as vendas no varejo decepcionaram.

Brasil: IBC-Br, endividamento em alta e expectativa por bloqueio fiscal

No Brasil, o destaque do dia é a divulgação do IBC-Br de março, prévia do PIB acompanhada de perto pelo mercado para calibrar as projeções de crescimento do 1º trimestre. 

A agenda local ainda traz a nova edição do Boletim Focus e a divulgação dos parâmetros macroeconômicos da Secretaria de Política Econômica (SPE) à tarde.

No campo fiscal, os investidores seguem atentos ao possível bloqueio orçamentário que deve ser anunciado no dia 22. 

O endividamento das famílias atingiu 27,2% da renda em fevereiro, maior nível desde julho de 2023, puxado pela combinação de crédito mais caro e inflação elevada, que acumulou 5,53% em 12 meses, acima do teto da meta.

Empresas: Marfrig dispara com fusão, BB penalizado por inadimplência do agro

A fusão entre Marfrig (MRFG3) e BRF (BRFS3) continua no radar dos investidores. O modelo da operação, que prevê a troca de cada ação da BRF por 0,85 ação da Marfrig, favoreceu os papeis da MRFG3, que subiram 21,35% na sexta-feira (16), enquanto BRFS3 recuou. 

A nova MBRF prevê pagamento de dividendos de R$ 2,08 por ação da BRF, totalizando R$ 3,5 bilhões.

Já o Banco do Brasil (BBAS3) viu suas ações despencarem 12,69% após os resultados do 1T25 refletirem o aumento da inadimplência agrícola, que saltou 59 pontos-base no trimestre, atingindo 3,04%. 

As provisões contra perdas no agro subiram de R$ 3 bilhões para R$ 5,2 bilhões. Ainda assim, a carteira expandida do banco cresceu 14,1% em 12 meses, para R$ 1,228 trilhão.

Commodities: petróleo recua, minério cai e ouro sobe

Os preços do petróleo operam em queda, refletindo o rebaixamento da nota de crédito dos EUA e expectativas sobre negociações para encerrar a guerra na Ucrânia. 

O Brent cede 0,73%, a US$ 64,93, enquanto o WTI recua 0,67%, cotado a US$ 62,07.

O minério de ferro caiu 0,89% na bolsa de Dalian, cotado a 722,50 iuanes (US$ 100,22), após dados fracos de vendas no varejo na China. 

Já o ouro avança 1,15%, negociado a US$ 3.240,62 a onça-troy, com investidores buscando proteção em meio ao aumento da aversão a risco. O bitcoin recua 1,05%, cotado a US$ 103.167,08.

Último pregão: Ibovespa cai com BB, Marfrig dispara, dólar e IFIX sobem

Na sexta-feira (16), o Ibovespa caiu 0,11%, aos 139.187 pontos. O índice foi pressionado principalmente pela queda das ações do Banco do Brasil, enquanto Marfrig liderou os ganhos após anúncio da fusão.

As maiores altas foram MRFG3 (+21,35%), PETZ3 (+7,18%), CVCB3 (+5,86%), VAMO3 (+4,61%) e HAPV3 (+4,44%). Entre as quedas, destaque para BBAS3 (-12,69%), YDUQ3 (-3,63%), AZUL4 (-2,63%), CSNA3 (-2,16%) e CSAN3 (-1,94%).

O dólar comercial recuou 0,16%, cotado a R$ 5,6695. O IFIX avançou 0,47%, encerrando aos 3.439,07 pontos. Na semana, o índice de fundos imobiliários acumulou alta de 0,91%.

Em Nova York, os índices encerraram em alta firme, com impulso renovado pela trégua comercial entre EUA e China e otimismo com contratos de tecnologia no Oriente Médio.

O Dow Jones subiu 0,8%, aos 42.654,74 pontos, enquanto o S&P 500 avançou 0,7%, aos 5.958,38 pontos. O Nasdaq teve alta de 0,5%, fechando aos 19.211,10 pontos.

Abertura de Mercado | 19-05 | Rebaixamento dos EUA, BB e fusão BRF-Marfrig dominam cenário

A segunda-feira começa com investidores ajustando posições após o rebaixamento da nota de crédito dos EUA e à espera de novos sinais sobre o rumo da política monetária americana. 

No Brasil, os destaques são o IBC-Br, o Boletim Focus e os impactos da inadimplência no Banco do Brasil. A fusão entre Marfrig e BRF segue no radar, enquanto a aversão a risco pressiona commodities e juros globais.

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