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Abertura de Mercado Hoje: 12 de maio de 2025

A semana começa com viés positivo nos mercados globais, impulsionados por uma trégua comercial entre Estados Unidos e China, avanços nas bolsas da Ásia e da Europa, alta nas commodities e expectativa por dados econômicos relevantes ao longo dos próximos dias.

O acordo entre Washington e Pequim, selado no fim de semana em Genebra, prevê a suspensão temporária da maior parte das tarifas bilaterais por 90 dias e foi bem recebido por investidores. 

Os futuros americanos disparam, os metais e o petróleo sobem, e as moedas asiáticas reagem ao alívio.

No Brasil, o foco recai sobre os reflexos do IPCA, divulgado na última sexta-feira, as novas projeções do Boletim Focus, a agenda de balanços, com destaque para Petrobras e BTG Pactual, e os impactos econômicos da viagem do presidente Lula à China.

Com inflação ainda resistente em alimentos, Selic no maior nível desde 2006 e sinais de desaceleração no crédito e na poupança, o ambiente local segue exigindo seletividade e atenção redobrada.

EUA e China suspendem tarifas e mercados reagem com força

Após intensas negociações em Genebra, EUA e China anunciaram no domingo a suspensão por 90 dias da maioria das tarifas bilaterais. 

A alíquota média americana sobre produtos chineses foi reduzida de 145% para 30%, enquanto a China cortou suas tarifas sobre importações dos EUA para 10%. O acordo exclui tarifas ligadas ao fentanil, que permanecem ativas.

A resposta foi imediata: os futuros do Dow Jones subiam 1.009 pontos (+2,4%) na manhã desta segunda, enquanto S&P 500 e Nasdaq avançavam 3,1% e 4,1%, respectivamente.

O ouro recuava 3,30%, cotado a US$ 3.216,80 a onça-troy, refletindo menor busca por proteção.

Brasil: alívio global encontra ambiente ainda pressionado

No Brasil, o destaque local é o IPCA de abril, que subiu 0,43%, em linha com o esperado, mas acumula alta de 3,65% em 12 meses. 

A inflação dos alimentos segue pressionando, com destaque para o café, que subiu 4,48% no mês e acumula +80,2% em 12 meses, maior inflação para o item em 30 anos.

O Boletim Focus trouxe estabilidade nas projeções de IPCA (3,70% para 2025) e Selic (14,75%), mas mostrou leve revisão para cima no PIB, agora estimado em 1,92%.

A manutenção da Selic em patamar elevado continua incentivando a migração da poupança, que teve saída líquida de R$ 6,4 bilhões em abril, o quarto mês consecutivo de resgates.

Na última sexta-feira, o Ibovespa subiu 0,21% e fechou aos 136.511 pontos, puxado por bancos e varejo. O dólar caiu 0,11%, para R$ 5,6548. O IFIX teve alta de 0,53%, aos 3.407,91 pontos.

No radar: Petrobras, BTG Pactual, Lula na China e discursos do Fed

A temporada de balanços ganha força nesta segunda, com Petrobras, Natura, Sabesp e Telefônica divulgando resultados após o fechamento. Pela manhã, o BTG Pactual abre os trabalhos.

No plano político, o presidente Lula está em Pequim e se reúne hoje com executivos de grandes empresas chinesas. Amanhã, participa da cúpula Celac-China com Xi Jinping.

A agenda econômica segue atenta a possíveis acordos bilaterais e impactos sobre comércio e investimentos.

Nos Estados Unidos, a atenção se volta ao discurso da diretora do Fed, Adriana Kugler, às 11h25. 

A semana ainda reserva CPI, PPI e vendas no varejo, dados que devem calibrar as apostas sobre os próximos passos da autoridade monetária americana.

Abertura de Mercado | 12-05 | Trégua tarifária anima mercados, foco em Petrobras e dados de inflação

O alívio comercial entre EUA e China virou o jogo no humor global e deve influenciar o apetite por risco nas primeiras sessões da semana. 

A trégua tarifária chega em boa hora, mas ainda encontra no Brasil um ambiente de juros altos, inflação resistente e incertezas fiscais no horizonte. 

A agenda de balanços e o noticiário político devem definir os próximos movimentos dos ativos locais.

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