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Abertura de Mercado Hoje: 6 de maio de 2025

Os mercados globais abrem a terça-feira em clima de forte expectativa, com os investidores em modo defensivo às vésperas de decisões cruciais de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. 

A chamada “Super Quarta” promete ditar o ritmo dos ativos nos próximos dias, em meio a um ambiente que combina volatilidade externa, pressão sobre os juros futuros e uma nova leva de balanços corporativos.

No radar, estão a reunião do Copom,  com parte do mercado apostando na última alta da Selic, e o comunicado do Federal Reserve, que pode endurecer o tom mesmo mantendo os juros inalterados. 

Ao mesmo tempo, o sentimento global é influenciado pela reativação das tensões comerciais entre Washington e Pequim, após declarações do ex-presidente Donald Trump que esfriaram as esperanças de alívio tarifário.

Do lado macroeconômico, os dados continuam mostrando sinais de desaceleração: o PMI de serviços na China caiu ao menor nível em sete meses, enquanto a atividade na zona do euro beira a estagnação. 

No Brasil, o índice equivalente será divulgado hoje às 10h e pode reforçar as apostas de um Copom mais cauteloso.

No campo das commodities, o petróleo tenta recuperação após as mínimas recentes, e o ouro avança mais de 3%, refletindo a busca global por proteção.

Brasil: Copom no horizonte e Embraer decepcionando

O dia começa com foco no Copom, que anuncia sua decisão amanhã. A maior parte do mercado já precifica o fim do ciclo de alta, mas o tom do comunicado será determinante para o comportamento da curva de juros nas próximas semanas.

Entre os destaques corporativos, a Embraer (EMBR3) reportou prejuízo ajustado de R$ 428,5 milhões no 1º tri, aumento de 6,7 vezes frente ao ano anterior, apesar de uma alta de 44% na receita. A empresa realiza teleconferência nesta manhã.

Também são aguardados os resultados de Caixa Seguridade, Carrefour Brasil, Prio, RD Saúde, Vamos e Vibra após o fechamento.

Às 10h, será divulgado o PMI de serviços do Brasil referente a abril.

Exterior: mercado em compasso de espera antes do Fed

Nos EUA, os índices futuros operam em queda após declarações de Donald Trump reduzirem o otimismo com alívio tarifário e afastarem a possibilidade de encontro com Xi Jinping nesta semana. 

O S&P 500 Futuro recua 0,66%, Nasdaq Futuro cai 0,92%, e o Dow Jones Futuro, 0,54%.

Ontem, os principais índices encerraram no vermelho, interrompendo uma sequência de nove altas no S&P. O foco segue na decisão do Fed desta quarta-feira, com consenso de manutenção dos juros, mas expectativa de tom mais duro no comunicado.

Europa e Ásia: PMI fraco e tensão política na Alemanha

Na zona do euro, o PMI de serviços caiu para 50,1 em abril, o menor nível em cinco meses. O índice composto recuou para 50,4, sugerindo perda de tração na economia da região.

As bolsas europeias operam no vermelho, também pressionadas pela derrota de Friedrich Merz na tentativa de assumir o cargo de chanceler na Alemanha — uma surpresa política relevante para o bloco.

Na Ásia, as bolsas fecharam mistas, com dados fracos na China (PMI de serviços em 50,7, mínima em sete meses) sendo parcialmente compensados por sinais de distensão nas negociações comerciais.

Commodities: petróleo sobe e ouro dispara

Após atingir mínimas de quatro anos na véspera, o petróleo sobe nesta manhã:

  • Brent: +2,08%, a US$ 61,48
  • WTI: +2,12%, a US$ 58,34

O ouro, por sua vez, avança 3,09% nesta manhã, cotado a US$ 3.343,60 por onça-troy, refletindo a maior busca por proteção em meio à instabilidade geopolítica e incerteza monetária global.

Câmbio e juros

O dólar comercial fechou ontem com alta de 0,63%, a R$ 5,6905. O movimento acompanha o fortalecimento global da moeda americana.

Na curva de juros, os DIs avançaram em todos os vértices. O contrato para jan/26 subiu para 14,725%, precificando o fim do ciclo, mas ainda com prêmio elevado diante do cenário fiscal e inflacionário.

Abertura de Mercado | 06-05 | Super Quarta no radar, balanços no foco e ouro em disparada

A terça-feira marca o último ajuste dos mercados antes da Super Quarta, com investidores digerindo dados fracos da China e da zona do euro, revisando apostas para o Copom e o Fed e monitorando a nova rodada de resultados trimestrais.

Em meio à precificação global de riscos, commodities ganham tração e o ouro reforça o clima de busca por proteção. A tensão persiste, e o tom dos próximos comunicados será determinante para calibrar o fôlego dos ativos nos próximos dias.

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